Empresa gaúcha participou da 13ª edição do evento, dedicado a inovações e tecnologias para as indústrias de fundição e siderurgia
Expositora de uma das mais expressivas feiras voltadas à apresentação de tecnologias para mitigar gargalos do setor de fundição, a Dalca Brasil retornou da Feira Metalurgia, em Joinville (SC), reafirmando a eficiência de suas soluções em automação industrial. No encontro, a empresa de Bento Gonçalves mirou num portfólio pensado para sobrepor os desafios em acabamento e rebarbação de peças fundidas e injetadas, carga e descarga de máquinas e usinagem e furação de moldes, além de mostrar soluções intralogísticas.
Com tais tecnologias, capazes de reduzirem custos e acelerarem a competitividade das organizações, a Dalca saiu do evento, ocorrido entre os dias 7 e 10 de outubro, mostrando a evolução de suas soluções, comprovadas por parceiros como a Stara. A fabricante de máquinas agrícolas adquiriu, somente neste ano, três células de rebarbação. “Essas novas já vieram com muito mais tecnologia do que a nossa primeira, comprada há cinco anos. São muito mais rápidas e muito mais robustas. Nós tínhamos uma demanda muito grande de itens terceirizados na rebarbação. E nesse caso, com as células de rebarbação, diminuímos em mais da metade essa demanda”, pontua o coordenador de métodos e processos da Stara, Bernardo Maldaner Chaves. Para ele, diante da grande concorrência de hoje, investir em automação é fundamental. “Custo é tudo, então, é importante reduzir custos em todos os setores e, pensando na rebarbação, que é um gargalo, ajuda bastante”, diz.
Com duas células robóticas de rebarbação da Dalca e uma terceira em vias de ser instalada, a Fagor Ederlan estuda ampliar o uso das soluções da empresa gaúcha. “Estamos trabalhando com a possibilidade de estabelecer uma relação no que tange ao MES”, comenta o diretor de compras da Fagor Ederlan, Nelson Peres Ortiz, se referindo ao software que gerencia a produtividade de máquinas. A possibilidade se apoia na eficácia comprovada dos produtos Dalca em operação na empresa, especialista em fundição e usinagem para o setor automotivo. “Nós tínhamos um gargalo de acabamento de peças. A função sempre resulta em rebarba na linha de apartação. Era uma operação normalmente feita de forma manual, e hoje, de forma mais automatizada, simplificou bastante a operação e reduziu a mão de obra aplicada. A automação é uma forma de você humanizar o trabalho, porque a mão de obra que você poderia aplicar nesse tipo de atividade é uma mão de obra escassa”, comenta.
Nesse sentido, o proprietário da Fundição Ícaro, José Roberto Moreira, também comemora os resultados colhidos no setor de acabamentos a partir do uso de uma célula robótica de rebarbação. “Resolvemos um gargalo de baixa produtividade e de mão de obra, conseguindo uma produção mais equilibrada”, comenta Moreira. Para ele, a automação é um caminho trilhado no progresso. “Pela dificuldade de mão de obra, pelas questões ambientais e pelos custos trabalhistas, quanto mais você automatizar, mais competitivo você vai ficar”, opina. E tendo a Dalca como parceira, isso fica facilitado. “A Dalca está sempre se aprimorando os produtos. Hoje devem ter máquinas muito melhores da que eu tenho, e a que eu tenho é muito boa. Temos interesse, inclusive, de comprar mais uma máquina futuramente”, projeta Moreira.
Neste ano, em sua 13ª edição a Metalurgia – Feira e Congresso Internacional de Tecnologia para Fundição, Siderurgia, Forjaria, Alumínio e Serviços concentrou 240 expositores do Brasil e de outros nove países. Em relação à última feira, realizada em 2023, o espaço expositivo teve um crescimento de 20%.


